domingo, 3 de junho de 2012

A formação do leitor-escritor na escola: um desafio possível*

Roberto de Queiroz
Coordenador Pedagógico da Escola Assembleia de Deus

*Resumo do projeto apresentado à Secretara de Educação do Município de Ipojuca (SEMI), no segundo semestre de 2011, como requisito do curso de formação de mediadores de leitura, no âmbito do projeto “Nas ondas da leitura: literatura na escola”, patrocinado pelo Instituto Camargo Correa (ICC) e ministrado pelo Centro de Estudos em Educação e Linguagem (CEEL), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), orientado pela professora Carmen Lucia Bezerra Bandeira.

1 Justificativa

Este projeto se faz relevante para o andamento das ações didático-pedagógicas da Escola Municipal Assembleia de Deus, no tangente ao incentivo de estudantes ao processo de leitura e escritura de textos em língua materna, uma vez que visa a nortear a ação da coordenação técnico-pedagógica da escola supracitada nesse sentido.

2 Objetivos

2.1 Geral

Melhorar o nível de proficiência dos estudantes da Escola Municipal Assembléia de Deus em leitura e escritura e desenvolver neles o prazer de ler e escrever.

2.2 Específicos

2.2.1 Associar o prazer da leitura ao processo de ensino e aprendizagem de língua portuguesa;
2.2.2 Estabelecer conexão entre o desenvolvimento das aptidões de leitura e de escritura;
2.2.3 Privilegiar a leitura de textos literários, mas explorar tipos e gêneros textuais diferentes.

3 Período de duração do projeto

23 de setembro a 23 de dezembro de 2011

4 Público atendido

O projeto teve com público alvo estudantes do 1º ao 5º ano da Escola Municipal Assembleia de Deus, localizada na Rurópolis de Camela, distrito de Ipojuca, estado de Pernambuco, Brasil.

5 Resultados obtidos

O andamento das atividades do projeto proporcionou os resultados seguintes:
a) Aumento de 35,53% no interesse dos estudantes por leitura e escritura;
b) Aumento de 4,56% no nível de proficiência dos estudantes em leitura e escritura;
c) Aumento de 35,53% no número de livros literários lidos pelos estudantes.

Referências bibliográficas

BELINK, Tatiana. Tantas palavras, tantas histórias... Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. Na Ponta do Lápis, São Paulo, MEC/CENPEC, ano 5, n. 12, p. 3, dez. 2009.

LERNER, Delia. É preciso dar sentido à leitura. Nova Escola, São Paulo, Ed. Abril, ano 21, n. 195, p. 13 -16, set. 2006.

PRESTES, Maria Luci de Mesquita. Leitura e (re)escritura de textos: subsídios teóricos e práticos para o seu ensino. 3. ed. São Paulo: Rêspel, 2001.

QUEIROZ, Roberto de. Leitura e escritura de textos na escola: uma via de mão dupla. Monografia de especialização, Nazaré da Mata, Programa de Especialização em Letras e Linguística, Universidade de Pernambuco (UPE) / Faculdade de Formação de Professores de Nazaré da Mata (FFPNM), mimeo, 2007.

QUEIROZ, Roberto de. Como estimular o prazer da leitura na escola. Folha de Pernambuco, Recife, 21 jan. 2008, Cidadania, p. 10.

QUEIROZ, Roberto de. Leitura e escritura são um processo interfacial. Dario de Pernambuco, Recife, 4 set. 2008, Opinião, p. A19.

RITER, Caio. A formação do leitor literário em casa e na escola. São Paulo: Biruta, 2009.

TEBEROSKY, Ana. Debater e opinar estimulam a leitura e a escrita. Nova Escola, São Paulo, Ed. Abril, ano 20, n. 187, p. 24-26, nov. 2005.

TEBEROSKY, Ana et COLOMER, Teresa. Aprender a ler e a escrever: uma proposta construtivista. Porto Alegre: Artmed, 2003, p. 169-170.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Estudantes do 4º ano produzem textos narrativos em sala de aula

Os estudantes do 4º ano, turma da professora Nasedir Maria Batista, narram fatos relacionados a suas próprias histórias de vida 

Um dia minha amiga me chamou para eu levar ela na casa dela e eu chamei minha outra amiga. Quando a gente chegou minha amiga caiu. Quando a gente viu o cachorro minha amiga começou a correr e eu e minha outra amiga ficamos no cantinho da parede e começamos a gritar.
(Karolainy Sthefani de Andrade)

Ontem eu e minha família fomos a um passeio no engenho Piaba. Quando chegou no meio do caminho a gente parou porque o meu pai não tem habilitação. A gente demorou depois meu pai teve coragem e foi em frente. Meu pai buzinou. E sabe o que o policial fez? O sinal de legal. Me deu uma raiva. E assim a gente chegou lá.
(Karolainy Sthefani de Andrade)

No dia 13 de abril teve a comemoração da Páscoa na escola. Eu gostei muito. Foi muito legal.  A professora falou que foi simples, mas foi de coração. Eu adorei essa linda comemoração. Obrigado por tudo.
(Lívia Carla dos Santos)

Fui ao shopping comemorar o meu aniversário e quando a gente chegou no shopping fui ao banheiro. E quando a gente chegou ao banheiro fui lavar as mãos para comer. E quando botei as mãos debaixo do secador tive um susto muito grande. Mas eu adorei. Foi muito legal
(Suelen Costa da Silva)

Certa vez fui à praia com minha família, e meu pai foi com minha mãe tomar banho. De repente minha mãe correu e meu pai também, porque tinha um peixe atrás do meu pai. E ele gritou muito. Foi muito engraçado.
(Suelen Costa da Silva)

Certa vez eu e minha mãe, meus irmãos, meu sobrinho e minha irmã fomos a Recife. E quando nós voltamos a perna da minha mãe prendeu no ônibus.

(Isabel Cristina da Silva)

Um dia eu estava brincando de pular corda. Mas quando eu fui pular eu cai. Mas foi muito engraçado, as colegas riram muito, até que eu também achei engraçado e ri muito. Mas quando eu cheguei em casa chorei.
(Amanda Nascimento de Souza)

Uma vez eu estava andando de ônibus e tinha um buraco na pista. Quando o ônibus passou sobre o buraco me jogou para cima.
(Rafael)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Conceito de gênero e reflexão sobre a língua

Roberto de Queiroz

As sequências didáticas do programa Jornal Escolar Primeiras Letras são escritas em linguagem simples e podem ser alinhadas aos eixos temáticos trabalhados em sala de aula. Elas giram em torno do estudo de gêneros textuais (contemplados nos eixos) e isso permite tal alinhamento.

Geralmente, as sequências didáticassão compostas de nove aulas. Da primeira à sétima, aborda-se o conceito de gênero e (na parte de revisão textual) o eixo análise linguística e reflexão sobre a língua. Quer dizer, os conceitos de cada gênero em particular (selecionados previamente) são vivenciados em sala de aula (na teoria e na prática) pelos estudantes no momento da produção (oral/escrita) e revisão dos textos das sequências.

Da oitava à nona aula (com o jornal já impresso), retomam-se os conceitos de gênero e a revisão textual (o eixo análise linguística e reflexão sobre a língua), de modo que são revistas todas as seções do jornal. Inclusive são sugeridos novos títulos.

Enfim, o programa Jornal Escolar Primeiras Letras possibilita aos estudantes o contato direto com gêneros textuais diferentes (oralmente e por escrito), tornando possível, pois, a reflexão sobre a própria língua e sobre a função social de cada gênero (re)escrito / (re)lido em sala de aula.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Corrupção, que bicho é esse?

Furar a fila, assinar um desenho que não é seu. Isso pode ser corrupção. Pequenos detalhes que tornam o mundo mais feio e o nosso Brasil também.

Será que vale a pena vencer a qualquer preço, sem ligar para o que os outros vão sentir? Imagine você passar horas e dias pensando e fazendo um desenho e na hora de mostrar para seus amigos, familiares e professora, alguém pega sua arte e coloca o nome de outra pessoa. Chato, né? Ou imagine passar horas na fila para comprar o ingresso do cinema, e algumas pessoas furarem a fila, e quando chegar a sua vez, não há mais ingressos. Se esforçar tanto para conseguir coisas e alguém roubar é péssimo.

A corrupção e isso, ganhar a qualquer custo. O estudante Francisco Amorim, de 2 anos, consegue ver um tipo de corrupção comum, mas reconhece onde está o erro. "Muitas pessoas pagam aos guardas de trânsito para não serem multados, isso é corrupção. O dinheiro da multa iria para o estado é com este montante, o governo melhoraria as ruas", conclui. Não são só os políticos que podem ser corruptos. Qualquer pessoa pode ser.

A estudante Milena Torres, 12 anos, já passou por uma situação de corrupção na escola. "Estávamos nos jogos internos do colégio e meus colegas ofereceram chocolates aos menores para que eles torcessem para o time", recorda ela.

Neste caso, a coordenadora pedagógica do colégio [...] conseguiu intervir. "Quando soubemos do episódio, fomos conversar com os meninos. Nos preocupamos em formar cidadãos", esclarece a coordenadora. Pense nisso e converse com as pessoas que convivem com você!

CYNTHIA GIESTOSA. Diarinho de Pernambuco, 10/12/2011, p. 4.


Estudantes da Escola Assembleia de Deus visitam o Sistema JC de Comunicação

Ontem, 10 estudantes do 4ª série da Escola Assembleia de Deus visitaram o Sistema JC de Comunicação. Na ocasião, eles estavam acompanhados da professora Deise Aparecida Ramos, do coordenador pedagógico, Roberto de Queiroz, e da gestora adjunta da escola, Cleonice Barros. No ensejo, também se fizeram presentes a coordenadora municipal do programa Jornal Escolar Primeiras Letras, Cícera Cassiana, responsável pelo agendamento da visita, estudantes, professores, a coordenadora e a gestora de outra escola de Camela.













segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Jornal em sala de aula

Estudantes da Escola Assembléia de Deus em contato com o Jornal Pequeno Escritor, que é produzido por eles em sala de aula e utilizado pelos professores como suporte de gênero.






quarta-feira, 22 de junho de 2011

O bicho do bico enorme

As cores vivas e o bico enorme são as marcas do tucano. O animal encanta a criançada que fica perguntando como ele consegue comer com um bico tão enorme e que pode chegar a medir até 22 centímetros. Imagina só! Ele prende o alimento na ponta do bico e em seguida joga a cabeça para trás, então a comida vai descendo até chegar na garganta. É uma manobra e tanto. A alimentação do bicho é variada. Ele come ovos, frutas e até pequenos lagartos.

As penas do tucano são bastante coloridas. A maioria é na cor preta, mas no peito elas são brancas e nas patas e pálpebras azuladas. Ao redor dos olhos parece que foi “pintado” com pincel na cor laranja. O animal gosta de viver em pares e até mesmo em bandos. Quando chega o período da reprodução, o casal faz ninho em árvores ou em buraco em barrancos. A fêmea coloca entre dois e quatro ovos e levam aproximadamente 16 a 18 dias para os filhotes nascerem. Eles são cuidados pelos pais durante 6 semanas até aprender a voar e a comer sozinhos.

Diarinho de Pernambuco, 7/5/2011, p. 6.